Coluna – Ser mãe, sem mãe, é viver uma maternidade em solidão silenciosa

Ser mãe, sem mãe 

Neste mês das mães, muito se fala sobre a culpa que carregamos no maternar, que surgem das renúncias e necessidades. A solidão pouco é citada.

Dar uma pausa na carreira é uma forma de renúncia.

 Trabalhar fora e deixar o filho na creche, necessidade, na maioria dos casos.

Ser mãe, sem mãe, é viver uma maternidade em solidão silenciosa. 

A falta de uma figura feminina em meio aos percalços da vida, é pesado. 

É dilacerante olhar para a realidade social onde mulheres-mães sobrevivem.

Uma epidemia de Feminicídios. 

O crescimento de casos de abuso sexual contra mulheres e crianças e a pedofilia causa indignação e angústia.

Onde estamos seguras?

 Como proteger nossos filhos de um mundo perverso de maldade subliminar?

Quem cuida de quem cuida? 

A verdade é que, quem se importa com o seu filho é você e o genitor presente.

Raros os casos em que uma criança é genuinamente amada por alguém que não seja pai ou mãe, e isso dói.

Mulheres, e mulheres-mães, dificilmente você vai ouvir uma mãe se queixando sobre sentir-se só. 

Passamos a maior parte do tempo lidando com a correria do dia a dia e sufocadas com a falta de tempo para cumprir tudo o que precisa ser feito.

Os tempos atuais pedem delicadeza, empatia, presença e consciência.

Mães precisam ser vistas, acolhidas e ouvidas.

A presença e a voz que damos às experiências maternas é uma forma de ressignificar a solidão. 

Tornou-se mãe, não deixou de ser mulher.

Mulheres precisam de figuras femininas. Sororidade em meio às diferenças. 

Seja presença, escuta ativa e a amizade genuína na vida de uma mãe. 

É a leveza que precisamos para recarregar as forças nos dias de solidão.

A falta que uma mãe faz, quando uma mulher está sendo mãe pela primeira vez, é cruel. 

O fardo das inseguranças sobre o mundo desafiador em que estamos vivendo não deve se somar com a solidão da falta de apoio. 

Sejamos, acima de tudo, mulheres que cuidam e se importam umas com as outras.

Autor

  • Daisy Scartezini

    Sou Daisy Scartezini, iniciei minha carreira na escrita como redatora de projetos de inovação na Fermento Inovação, mãe da Zayla Eva, de 2 anos e 10 meses, esposa e agora voluntária da Revista Mães que Escrevem. Meu amor pela escrita surgiu logo após a alfabetização. Costumo dizer que amo desenhar as palavras, elas transcrevem o meu ser.

Deixe um comentário

Rolar para cima
0

Subtotal