Ser mãe, sem mãe
Neste mês das mães, muito se fala sobre a culpa que carregamos no maternar, que surgem das renúncias e necessidades. A solidão pouco é citada.
Dar uma pausa na carreira é uma forma de renúncia.
Trabalhar fora e deixar o filho na creche, necessidade, na maioria dos casos.
Ser mãe, sem mãe, é viver uma maternidade em solidão silenciosa.
A falta de uma figura feminina em meio aos percalços da vida, é pesado.
É dilacerante olhar para a realidade social onde mulheres-mães sobrevivem.
Uma epidemia de Feminicídios.
O crescimento de casos de abuso sexual contra mulheres e crianças e a pedofilia causa indignação e angústia.
Onde estamos seguras?
Como proteger nossos filhos de um mundo perverso de maldade subliminar?
Quem cuida de quem cuida?
A verdade é que, quem se importa com o seu filho é você e o genitor presente.
Raros os casos em que uma criança é genuinamente amada por alguém que não seja pai ou mãe, e isso dói.
Mulheres, e mulheres-mães, dificilmente você vai ouvir uma mãe se queixando sobre sentir-se só.
Passamos a maior parte do tempo lidando com a correria do dia a dia e sufocadas com a falta de tempo para cumprir tudo o que precisa ser feito.
Os tempos atuais pedem delicadeza, empatia, presença e consciência.
Mães precisam ser vistas, acolhidas e ouvidas.
A presença e a voz que damos às experiências maternas é uma forma de ressignificar a solidão.
Tornou-se mãe, não deixou de ser mulher.
Mulheres precisam de figuras femininas. Sororidade em meio às diferenças.
Seja presença, escuta ativa e a amizade genuína na vida de uma mãe.
É a leveza que precisamos para recarregar as forças nos dias de solidão.
A falta que uma mãe faz, quando uma mulher está sendo mãe pela primeira vez, é cruel.
O fardo das inseguranças sobre o mundo desafiador em que estamos vivendo não deve se somar com a solidão da falta de apoio.
Sejamos, acima de tudo, mulheres que cuidam e se importam umas com as outras.





