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Num mundo cercado de estereótipos ainda somos chamadas de sexo frágil. Fico sempre me perguntando que fragilidade é essa, se somos chamadas sempre à força.

Claro que não temos, do ponto de vista biológico, a mesma força física dos machos. No entanto, vejo cada dia mais as mulheres sendo chamadas a serem fortes em tantos aspectos da vida que já não sei quem é de verdade o sexo frágil.

Suportamos a dor com tanta força para sermos mais amadas e aceitas: tirar as cutículas, contornar sobrancelhas, depilar com cera quente o corpo (quer coisa mais dolorida!!!), colocar silicone, fazer lipo, parir os filhos (seja por parto normal ou cesarea), amamentar (algumas mulheres sentem muita dificuldade e muita dor), não amamentar (dói emocionalmente não amamentar seus filhos).

E se ainda assim não é suficiente! Ainda temos que dar conta de uma série de tomada de decisões: se queremos casar, com quem casar, ter filhos ou não ter filhos, criar os filhos, para onde viajar, em que escola os filhos vão estudar, que rumos seguir na vida.

E se, por acaso, decidimos nos ver livres da convenções, lá vem os estereótipos novamente: somos taxadas de vadias, loucas ou que estamos precisamos de um homem que nos pegue jeito.

E assim vão achando que merecemos ser abandonadas grávidas, ter HIV, Hepatite e até mesmo ser estupradas. Como se isso fosse algum tipo de mérito pela roupa, tatuagem ou mesmo atitude diante da vida. Não é!!! Merecemos respeito e dignidade.

Precisamos de compas com quem dividir a vida, as dores, as decisões, o pau, a pedra, o caminho, a luta.

Eu acredito na Rita que canta “minha força não é bruta, não sou freira, nem sou puta” (Pagu, Rita Lee). Podemos ser um pouco de tudo: freira, vadia, mãe, presidenta, lider religiosa, madalena. Mas queremos mais: queremos a Lua, o Sol, as Estrelas, o Gozo, o Riso.

Porque vemos um horizonte adiante. Porque o mundo para nós, é também futuro, não apenas presente e passado. É vento forte que nos leva para frente. Somos ciclone, somos tempestade, somos maremoto, somos vela acesa que incendeia a vida.

Somos mulheres.

Somos filhas.

Somos mães.

Somos Maria.

Somos sexo forjado aço e no maço repleto de flores!

Autora

 

Carla Pepe, 43 anos, divorciada, mãe da Giulia de 9 anos, poetisa, formada em história, escrevo contos e poesias na Página: @Morenaflor6781.

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