Sabe aquela famosa expressão “Ser mãe é padecer no paraíso”?
Ela destaca a dualidade da maternidade: ao mesmo tempo que é uma experiência repleta de amor e felicidade, também traz desafios, sacrifícios e preocupações. Uma mistura de amor incondicional, exaustão extrema e uma rotina imprevisível. É viver num turbilhão de emoções onde o tempo parece fugir, as tarefas nunca acabam e, mesmo no meio do cansaço, há pequenos momentos de ternura que fazem tudo valer a pena, quando no aconchego, nos tornamos o mundo daquele ser tão frágil e dependente de nós.
Ser mãe é uma jornada intensa, onde o amor incondicional convive com noites mal dormidas, preocupações constantes, refeições frias e café requentado, comer com uma mão enquanto a outra segura um bebê, cortar comida para o mais velho e, mesmo assim, com uma entrega total. Mas, no fim, cada sorriso, cada abraço e cada conquista dos filhos fazem tudo valer a pena.
Ser mãe nos dias de hoje é um desafio ainda maior do que no passado. As exigências da sociedade, o ritmo acelerado da vida moderna e a pressão para equilibrar trabalho, família e vida pessoal tornam a maternidade uma experiência intensa e, por vezes, avassaladora. O uso de telas tornou-se um verdadeiro aliado para muitas mães que não têm rede de apoio. Num mundo onde as mulheres acumulam múltiplas funções e nem sempre contam com a ajuda da família ou do parceiro, a tecnologia pode ser uma ferramenta valiosa para facilitar a rotina e oferecer momentos de descanso ou produtividade. Quando uma mãe precisa preparar refeições, tomar um banho rápido ou simplesmente respirar, um desenho animado educativo pode ser um grande alívio. Quando usada de forma equilibrada, as telas podem ser uma aliada para essas mães.
Em contrapartida, com a tecnologia e as redes sociais, há um excesso de informação sobre como criar filhos, o que pode gerar ansiedade e culpa nas mães, que se sentem constantemente avaliadas e cobradas. Precisamos ver a individualidade e a necessidade de cada mãe. A sociedade hoje traz muitos preconceitos consigo, como se existisse uma receita de bolo que servisse para todas as mães, infelizmente existem muitas realidades e nem todas têm ou conseguem seguir a tal receita. Não discordo dos especialistas que afirmam que o excesso de tela traz malefícios; no entanto, precisamos acolher essas mães para as quais, muitas vezes, a tela acaba sendo a babá disponível.
Além disso, muitas mulheres precisam conciliar a maternidade com a carreira, enfrentando desafios como a falta de apoio e a sobrecarga mental.
Precisamos abraçar essas mães que começam um dia antes do sol nascer e nunca realmente termina, pois o dever e o amor as chamam a todo momento…
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Por Flávia Regina Bertinatti Vara Formagio – @psicoflaviabertinatti