Segundo filho e amamentação – Por: Elaine Müller

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Meu filho mais velho tinha oito meses quando descobri que estava grávida novamente. Foram muitos conselhos para o desmame… O obstetra mandava perguntar ao pediatra e o pediatra mandava perguntar ao obstetra, assim percebi que teria que buscar as informações.

Foi pelas redes sociais que eu aprendi que a amamentação só era contraindicada em risco de abortamento ou parto prematuro e que após o parto eu produziria um leite bom (tanto pro recém nascido quanto pro mais velho). Foi na prática que descobri que continuar amamentando meu primeiro filho era uma maneira maravilhosa de lidar com a chegada de um irmão e que o limite pro aleitamento haveria de ser colocado por mim.

Eu ainda amamentava os dois quando engravidei a terceira vez. Tive um pequeno intervalo pra começar tudo de novo (quando o leite secou durante a gravidez). Hoje vejo que amamentar foi muito gratificante, uma bela oportunidade de conexão com meus filhos. Não me arrependo de ter dados mais ouvido ao meu desejo do que aos desestimulantes conselhos recebidos.

Autora

Antropóloga, professora universitária na UFPE, mãe de Lourenço (9 anos), Francisco (8 anos) e Magnólia (6 anos). Minhas experiências com essa tripla maternidade redimensionaram um pouco os interesses de vida e de pesquisa, hoje eu coordeno um grupo de pesquisa chamado Narrativas do Nascer, e trabalho com relatos de parto e com parteiras tradicionais, entre outras coisas.

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