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Nesta semana eu conversava com duas amigas sobre maternidade, elas não são mães. Eu falava sobre a romantização do cansaço, entre outras coisas. É preciso falar disso e a gente não quer ou esquece ou até tá tão cansada que nem tem saco pra falar sobre isso. Eu fico assim também.

Cansaço é pesado. Mesmo com rede de apoio e outros privilégios, ele te pega e é difícil. É difícil se amar, querer mudar o mundo, querer fazer mais do que o básico. É difícil, inclusive, cuidar do seu filho com amor-dedicação-total. Tem dias ou horas que você só quer dormir, ou comer, ou lavar o cabelo, ou fazer o número dois, ou não fazer nada. 

Então, na hora que você tá cansada e quer dormir, o menino chora, não se aquieta. Nessa hora, não vem uma força do além que te faz achar tudo lindo e te revigora. Não! Ou não sempre! Você ainda quer virar pro lado, dormir na sua posição preferida e pronto. Mas não dá, então, é preciso respirar fundo, olhar pra criança e reforçar pra você mesma: eu sou responsável por ela, eu sou a adulta aqui, pode não parecer nesse momento, mas eu a amo e vai dar certo! 

Por isso, é preciso ter muita certeza do quanto se abre mão ao ser mãe (e a gente nem imagina o quanto até estar aqui). Se existe espaço pra planejamento familiar, pense na romantização do cansaço também. Saiba que não existe amor inabalável, nem amor puro. Muitas vezes, é o amor que dá pra hoje, com o compromisso que sempre serei a melhor que eu puder, sempre que puder.


Autora: Sou Roberta França, jornalista e estou aprendendo a ser mãe do Ravi, de 1 ano. Escrevi esse texto numa madrugada difícil. Instagram: @roberta_franca.

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