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Conhecidos como triagem neonatal, esses exames devem ser realizados nos primeiros dias de vida da criança e ajudam a detectar doenças ou problemas genéticos. Apesar de ainda não ser obrigatório, o Teste Digital do Olhinho, por exemplo, pode prevenir a cegueira infantil

Existem diversos exames que os bebês precisam fazer ao nascer, ainda nas primeiras horas ou dias de vida. Cada vez mais amplos e detalhados, os exames em recém-nascidos são capazes de diagnosticar precocemente doenças que demorariam meses ou anos para apresentar sintomas, porém que já comprometem a saúde do bebê logo nos primeiros meses de vida.

Segundo o Ministério da Saúde, todo bebê que nasce no Brasil tem direito a realizar gratuitamente quatro exames muito importantes para a sua saúde. São os chamados exames da triagem neonatal, que englobam testes feitos ainda na maternidade ou logo após sair dela (no caso, em algum posto de saúde): a triagem metabólica (teste do pezinho); triagem auditiva (teste da orelhinha); triagem visual (teste do olhinho); e o exame de oximetria de pulso (teste do coraçãozinho). Eles foram implementados com o objetivo de diagnosticar doenças ou alterações congênitas que podem prejudicar o desenvolvimento dos recém-nascidos e que terão melhor prognóstico caso sejam descobertas precocemente.

Além da triagem neonatal, há ainda outros exames que podem identificar doenças precocemente e, portanto, são recomendados para a saúde da criança, como é o caso do Teste Digital do Olhinho, realizado com o equipamento RetCam. “Esse exame ainda não é obrigatório, mas já está disponível em alguns hospitais. Deve ser feito de preferência nos três primeiros meses de vida, já que as conexões cerebrais do sistema visual se desenvolvem nesse período, possibilitando uma recuperação mais satisfatória no caso de alguma alteração. Vale destacar que 80% dos estímulos recebidos pelo cérebro se dá pela visão”, explica a Dra. Marcia Beatriz Tartarella, oftalmologista pediátrica, de São Paulo.

Triagem neonatal e outros exames

 – Teste do Pezinho: deve ser feito entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê. É uma das principais formas de diagnosticar seis doenças que, quanto mais cedo forem identificadas, melhores são as chances de tratamento. São elas: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita.

– Teste do Olhinho: o exame é realizado nas maternidades até a alta do recém-nascido. Consiste na identificação de um reflexo vermelho, que aparece quando um feixe de luz ilumina o olho do bebê. O fenômeno é semelhante ao observado nas fotografias. Pode detectar qualquer alteração que cause obstrução no eixo visual, como catarata, glaucoma congênito e outros problemas – cuja identificação precoce pode possibilitar o tratamento no tempo certo e o desenvolvimento normal da visão.

– Teste da Orelhinha: é feito, geralmente, no segundo ou terceiro dia de vida do bebê e identifica problemas auditivos no recém-nascido. 

– Teste do Coraçãozinho: é realizado ainda na maternidade, entre 24h a 48h após o nascimento. Consiste em medir a oxigenação do sangue e os batimentos cardíacos do recém-nascido. 

– Teste de Apgar: é realizado medindo-se a respiração, os reflexos, a cor da pele, a frequência cardíaca e o tônus muscular.

– Tipagem sanguínea: o exame mostra qual o tipo de sangue do bebê. Ele é feito com uma amostra que já foi retirada para o teste do pezinho e acontece 48 horas após o nascimento.

– Teste do quadril: enquadra-se em um dos exames para bebê que não é obrigatório, mas que é muito importante. A sua realização se dá por meio da movimentação do quadril e das pernas do bebê pela Manobra Ortolani, técnica usada pelos médicos. O teste do quadril diagnostica a osteoartrose precoce, doença que destrói a cartilagem óssea.

– Teste Digital do Olhinho: o exame é feito por meio do RetCam, um equipamento de última geração, que realiza um mapeamento e avaliação da retina baseado em imagens fotográficas digitais de alta resolução com avaliação ampla de 130 graus do globo ocular em imagens precisas que permitem detectar precocemente inúmeros problemas na visão dos bebês, incluindo casos de ROP (Retinopatia da Prematuridade e do Retinoblastoma) e outras anomalias de caráter oftalmológico em recém-nascidos .“As doenças oculares tratadas precocemente podem evitar a cegueira.”

O RetCam dispõe de um exame de fundo de olho mais profundo e detalhado, permitindo o uso de telemedicina com avaliação do resultado a distância, além de proporcionar a documentação fotográfica para análise comparativa no acompanhamento médico da criança”, destaca a Dra. Marcia Beatriz Tartarella, oftalmologista pediátrica, de São Paulo.


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