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E como é que estão todas por aí?
A quarentena que a princípio seria breve, se estende e os desafios aumentam, não é mesmo?
No início aquela oportunidade de estar mais tempo juntos, de cuidar e curtir a casa sem pressa, aos poucos, tem dado espaço para o cansaço e estresse.
Nunca se exigiu tanto de uma mãe!
Cuidar da casa, dos filhos em tempo integral significando não ter umas horinhas livres enquanto os filhos estão na escola ou na vó; significando não ter um tempinho com as amigas, ou colegas do trabalho, nada mesmo. Até a ida ao supermercado precisa ser rápida! O momento do casal também não existe. Agora ela precisa também ser professora, tem que aprender a ensinar.
E ainda temos as mães solos, e pra essas, não ter a contribuição do parceiro ou parceira é mais exaustivo ainda!
Há ainda as que estão, além de tudo, trabalhando em casa. E aí, o corre é maior. Reorganizar a casa e a dinâmica familiar se torna ainda mais desafiador.
E temos as mães, que apesar do risco saem para trabalhar porque não tem opção, deixam seus filhos cuidando-se entre si e saem com o coração apertado, desejando ficar.
E as mães, que antes de mães, são profissionais da saúde e neste momento estão em nome do amor longe de seus filhos. A saudade sangra, mas o compromisso com a vida fala mais forte, e o altruísmo se torna legado aos filhos.
E temos as mães-avós que fazem parte do grupo de risco e para se protegerem estão longe de seus filhos e netos. Essas já viram e viveram de tudo, mas hoje vivem a impossibilidade de estarem com os quem amam.
Eu não sei onde você se encaixa agora, mas eu sei do seu esforço, imagino seus sacrifícios, honro tua força e acredito que juntas somos mais fortes.
Procure um tempinho pra você, procure falar com outras mulheres, mães, amigas, irmãs. Peça ajuda se precisar.


Autora: Selma Sales, psicóloga, psicoterapeuta e terapeuta floral.

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