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De repente, eu parei e pensei: “se, na verdade, um contingente significativo das mulheres descende de uma linhagem de Amazonas guerreiras ou Sacerdotisas, por que a questão da maternidade ainda permanece enigmática para a grande maioria de nós, mães?”

Essa questão vem me trazendo importantes indagações desde que me tornei mãe, em 2013. Naquela época, como quase toda mãe de primeira viagem, li um “zilhão” de artigos, opiniões, teses, livros. Aliás, é surpreendente como há material publicado!

Li defesas quanto ao parto natural, humanizado. E defesas calorosas da cesariana e que pode ser o método mais indicado em muitos casos. Li (e leio ainda!) sobre o ciclo do sono dos bebês e crianças, e que é absolutamente “normal” acordar durante a noite e os pais acolherem. Como recebi “senões”, do tipo: “deixe o bebê chorar…você não terá vida se continuar acordando toda vez que seu filho chora”. E li teóricos defenderem que a criança não pode, sob hipótese alguma, dormir com os pais. Mas também vi adeptos ao conceito da “cama compartilhada”, que trazem bons argumentos sobre o tema. Enfim!

Ao que me parece, existe uma teia tão bem arquitetada de informações que nos deixa, em última instância, ainda mais confusas. Eu poderia tecer aqui meus argumentos sobre os motivadores para essa confusão e até me atreveria a dizer que ela é propositalmente arquitetada, simplesmente porque seres humanos confusos são mais vulneráveis – e a vulnerabilidade é um excelente atributo para que possamos ser cada vez mais manipulados.  E, por favor, me entenda bem: buscar conhecimento (até os mais antagônicos) é absolutamente necessário, em todas as fases da nossa vida, incluindo a maternidade… e quem busca, sempre encontra! O que questiono são as “dicas”, “sugestões” nessa ditadura romantizada da maternidade, que tem discurso bonito, empodera pouco e confunde muito!

Mas, antes que você pense que esta é mais uma “Teoria da Conspiração”, eis que convido as mulheres a recuperar o que há de mais essencial em nós, mães!

Pode parecer clichê, mas concluo que, quanto mais eu leio, mais eu vejo que as respostas estão dentro de mim. Que acertar e errar faz parte do aprendizado – e que é absolutamente natural sentir-se insegura em alguns momentos. Que a Lei do “Faz o que tu queres” se aplica às mães e que, antes de tudo, há que se manter o bom senso, a serenidade e o “Estado de Graça” (expressão que eu adoro, de um grande amigo). E que a consciência do Amor, que deveria permear todas as nossas decisões, norteia também o magnífico processo da Maternidade. Não há leitura nenhuma, teórico algum que consiga traduzir em palavras a experiência única e pessoal que cada mãe vivencia.

E que, de tão Sagrada, a arte de maternar não se concretizou nesta nossa dimensão confusa com palavras escritas. Mas, tornou-se possível, através da sapiência de mães milenares, de nossas antepassadas, que se unem a nós (que somos também, de certa forma, milenares) e nos mostram qual o caminho a seguir para apoiarmos o desenvolvimento de nossos filhos, que trazem consigo toda a Sabedoria do Universo.

Basta olhar-se, basta crer!

Autora: Caroline Campos Marques, mãe do Lucas, esse serzinho incrível que me ensina diariamente! Empresária e apresentadora da TVCH – TV Central de Habilidades (www.tvch.com.br)

1 COMENTÁRIO

  1. Excelente artigo, recomendo que a autora continue nessa trajetória que, facilmente conquistará um seleto público de mães e, por que não pais, para diariamente se saciar de belos textos como o que acabo de ler. Tem talento essa escritora reporter. Parabéns.!!!

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