Ei, mulher… eu te chamo, pois sei que você quer entrar.
Sei que escolheu entrar mesmo sem saber exatamente se seria possível.
Mais do que isso, você um dia já não considerou essa possibilidade e agora se veste dela sem mesmo saber exatamente como essa roupa vai cair em você…
Eu te convido para um espaço que ocupo e que também vestiu todas as camadas de mim. Te convido a me encontrar agora e nos reapresentarmos.
Ei, amiga, quem você já virou? Pode entrar, respira…
Eu não estarei aqui para te ensinar, mas para aprender junto de você e experimentar, ao teu lado, novos caminhos, compartilhar infinitos em forma de sorriso e, quem sabe, tornar a tua chegada aqui mais amena e menos solitária do que ela poderia vir a ser.
Ei, meu amor, eu também sonhei com este momento,
em te ver chegar e ocupar seu espaço.
Sonhei em te ver reconstruir-se de si mesma.
Não porque precisasse, mas porque escolheu vir,
escolheu viver e experimentar este lado de cá.
Ei, mãe, eu te vejo, te sinto.
Ei, mãe, eu estou aqui não para te mostrar regras, receitas ou exigências,
mas para abraçar suas mudanças, para te reencontrar e para te reconhecer em suas mais profundas dúvidas, lutos, lutas e conquistas.
Eu te recebo aqui, neste meu lugar sagrado,
neste meu lugar secreto, ambicioso e extremamente potente, onde eu consigo me apresentar plena e inteira.
Construímos agora juntas, sem romantização, o futuro de tudo que acreditamos, honrando todas as que lutaram neste lugar antes, as que vieram antes de nós, desprendidas do que não queremos carregar à frente…
Este lugar aqui, de tantas e, ao mesmo tempo, tão particular de cada uma, agora te pertence, e eu deixei uma pequena estrada onde o pavimento é feito de força, coragem e amor.
O resto? Vamos construindo juntas, como sempre fizemos.
Muito prazer! Eu estava mesmo ansiando te reencontrar aqui.
Eu te chamo… te recebo.
E não é por você não saber o caminho ou não saber chegar aqui por conta própria.
Te chamo e te recebo por saber que você merece ter alguém ao seu lado nesta chegada, por saber que o SOMOS, aqui neste lugar, continua sendo maior que o SOU.
Te acompanho aqui agora com a roupa que mais me desnuda,
com a camada de mim que mais me tira as máscaras que uso.
E, para além de tudo o que faz nos encontrarmos aqui agora,
te recebo para seguir te lembrando a tua essência,
a tua parte não mãe, a tua vivência particular,
os teus novos sonhos para além dessa nova roupa que você veste.
Ei mulher… te recebo mãe, como mãe que sou e como uma força maior e direcionadora do mundo que somos para além disso.
Caminho contigo, às vezes à tua frente, às vezes ao seu lado, às vezes atrás, deixando que seus aprendizados também me guiem e me inspirem.
Aquilo que você passa a ser, dentro de tudo isso, está apenas a começar a se construir. Venha sem pressa… venha inteira… venha para gozar todas as formas de sentir e de seguir… venha para ser.
Bem-vinda. Eu te amo.
Por Tati Batista Lang – @umamatrescencia





