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Podemos chorar e chorar muito, e sair cobertas de lágrimas, mas não manchadas de vergonha. Podemos sair daí mais profundas, com o total reconhecimento de quem somos e plenas de uma nova vida”. (C. Pinkolas)

Reconhecer que quem sou e minha plenitude não é uma tarefa fácil. Muitos vêem plenitude como algo biofísico. E plenitude para mim está em reconhecer minha força vital. Reconhecer o quão precioso é estar viva, poder ser quem sou, inclusive para aqueles que amo. 

Quem já não se sentiu precisando segurar a onda? Não se deu ao direito de chorar? Nem de revelar o que fez, os erros cometidos. Quantos sapos e choros já engoli. Quantas anestesias emocionais já tomei por medo de me despedaçar e não saber como recolher os pedaços depois? 

Ao mesmo tempo que penso nisso, agradeço pelas vezes que me senti segura o suficiente para ser quem sou. Para chorar por coisas importantes e por outras, que são as menos importantes das coisas insignificantes. Tenho colo para falar dos meus erros, das minhas crueldades. Tenho olhares para ser compreendida e entendida. Posso me despedaçar porque tenho força no ventre para me recriar novamente.

Em um espaço onde lágrimas são vistas como parte da cura, todos os dias batalho. Meu exército é feito de mulheres a quem chamo de irmãs, amigas, cúmplices me faz sentir hoje POTENTE e CONSOLADA.

Somos mulheres, sendo mães ou não, possuímos marcas de combate (insultos, pequenas violências cotidiana, traumas, cicatrizes). Somos parte de um mesmo todo. Somos curandeiras de nós mesmas. Enquanto tivermos umas às outras, seja no Rio de Janeiro, Espírito Santo ou Itália, não estamos sozinhas. 

Podemos escolher cuidar umas das outras. Podemos oferecer gentileza, respeito, carinho e escuta. E mesmo não sabendo que sofrimentos suporta cada mulher que passa por nós, é certo dizer que em seus muitos relatos, muitas vezes diríamos “tamojunto”.

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