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Amamentar é algo natural e difícil. No início dói muito (de ver estrelas) e quase não falam sobre isso. Vi várias mamães se surpreenderem com isso, inclusive eu. Vi diversas mães desistirem por não estarem preparadas para a dor porque leem relatos romantizados sobre a amamentação.

Nem todo bebê nasce com a pega correta e nem toda mamãe acerta de primeira o colo (não entende como deve ser). Vai doer até ambos aprenderem, vai fazer feridinhas. É preciso acreditar que está fazendo o melhor pelo bebê e uma rede de apoio que incentive a continuar. É acreditar nos benefícios do leite materno.

Depois tudo flui: começa aquela troca de olhares, aquelas mãozinhas te acariciando, mas mesmo assim ainda podem existir percalços pelo caminho. Consegui amamentar a Olívia por 1 ano e 2 meses a muito custo (baixa produção de leite apesar de ter uma boa alimentação e ingerir muita água). Mas conseguimos.

Estamos agora em 10 meses de amamentação com o @_giuseppegrimaldi. Também enfrentei dificuldades, mas continuamos. Em breve estou preparando o desmame, apesar das recomendações de ir até os dois anos eu sei que estou no limite. Chego ao final desta jornada sabendo que fiz o melhor que podia para os dois.

Se você conhece alguma mãe que luta com a amamentação: ajude. Se não entende sobre o tema, apenas ofereça água enquanto ela amamenta. Não repita bobagens sobre leite fraco, isso não existe. Não repreenda por ela alimentar seu filho em público quando ele está com fome. Menos julgamento, mais empatia. 

Autora

Anna Fernandes. 32 anos, larguei o jornalismo e a correria diária da redação para poder viver a deliciosa loucura da maternidade. Mudei de cidade, fui morar pertinho do mar, abri um negócio próprio e tive dois lindos filhos, tudo isso em menos de cinco anos.

 

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