Sagrado: Amor de mãe

O amor que nasce depois que um filho expande nosso corpo e nossa alma é tão imenso que, arrisco dizer, só ele basta.

Amar se torna parte da nossa respiração, da nossa intenção diária, dos pensamentos que carregamos mesmo quando o dia aperta. Eu quebrei o ciclo do amor calado, quase imaginado.

Hoje, verbalizo para minhas filhas “eu amo você” várias vezes ao dia, em diferentes momentos.

Não há nada mais emocionante do que ouvir “eu amo você, mamãe” de volta. Em muitos momentos do dia, minha primeira filha me abraça e diz que me ama, e isso é a certeza de que ela descansa e cresce no amor.

Minha segunda filha, com seu jeitinho ainda miúdo, pede colo, encosta o rostinho, beija… e diz com o corpo o que ainda não cabe em palavras.

Um dia, em uma roda de conversa para mães, uma mãe atípica nos contou que se perguntava, diariamente, se o filho era feliz.

Naquele momento, por conhecer aquela família, eu sabia: aquela criança é profundamente amada. E ele sabe disso, ele sente. E, por ser amado, não tenho dúvidas: ele é feliz.

Que o amor seja nosso dom. Nosso legado invisível, nossa força, nosso alicerce. Nosso abrigo diante da culpa e dos dias difíceis.

Talvez as gerações antes de nós não tenham sentido, no corpo e na alma, tudo o que o amor é capaz de transformar. Talvez tenham amado como puderam, com os recursos que tinham, muitas vezes em silêncio.

Mas que, por cada uma dessas histórias, a gente escolha amar o amor, mesmo quando tudo for desafiador, mesmo quando estivermos cansadas, mesmo quando não soubermos exatamente como vamos fazer.

Que a gente diga, demonstre e ensine. Sabemos que, no meio da rotina, entre tarefas, cansaço e responsabilidades, é esse amor que nos reorganiza por dentro. É ele que nos chama de volta, que nos lembra do essencial, que nos ancora quando tudo parece demais.

Existe algo de revolucionário e imensurável no amor que um filho faz nascer na gente, transformando profundamente nossa forma de existir, pensar e sentir.

O amor de mãe tem algo de sagrado. Não porque é perfeito, mas porque é inteiro.

Também há uma força silenciosa nesse amor. Ele sustenta o que não se vê. É no colo, no olhar, no toque, nas palavras ditas e nas que ainda não foram encontradas que ele se revela.

Um amor que protege, que guia, que forma e, ao mesmo tempo, também transforma quem ama.

Que nossos filhos cresçam, vida afora, com a certeza mais bonita que podem carregar: que o amor é tudo de bom e que eles são profundamente amados.

Por Graziela Novais Souza – @mais.amarelo

Revisão: Bibianne Terra

Autor

Deixe um comentário

Rolar para cima
0

Subtotal