Desde que a Penelope nasceu, não há um dia sequer em que eu não olhe para ela com gratidão e com um amor que não cabe no peito. Acho que todas as mães fazem isso com os filhos. Mas, quando o filho vem depois de perdas e dores tão grandes, esse sentimento se torna ainda mais presente, e essa nova chance de ter o que tanto queríamos junto de nós faz um amor ainda maior transbordar.
Os bebês arco-íris são tão importantes quanto os outros. Porém, eles trazem um significado muito maior consigo. Eles devolvem a esperança. Como uma segunda, terceira ou quarta chance, eles vêm trazendo um amor multiplicado. Eles vêm realizar, mais uma vez, um sonho e, mais importante, vêm para amenizar aquela dor que a gente carrega todos os dias.
Eles não são substitutos e muito menos cura. Eles são renovação, reaprendizado e reconstrução. Os bebês arco-íris voltam quando as mães estão novamente prontas para recebê-los, quando o nosso amor pode ser voltado para eles e para nós também.
Os bebês arco-íris nos transformam novamente como mulher e como mãe. Eles devolvem a nossa luz, pois, junto deles — sem eles nem ao menos saberem — vem a nossa reconstrução de esperança e de carinho.
Há os que digam que os bebês arco-íris podem ser os mesmos que já partiram, mas agora evoluídos e na hora certa de vir para esta dimensão. Se for assim, tenho comigo os dois anjinhos que partiram cedo demais, novamente comigo.
Mas, se por algum motivo eles são almas e seres diferentes, tenho certeza de que já se encontraram e sabem da existência um do outro.
Independentemente do que cada um acredita, os bebês arco-íris são, sem dúvida, um presente de Deus. Eles são anjinhos mais que especiais, que toda família vai celebrar e amar em dobro, porque carregam consigo um amor multiplicado e a importância infinita de proporcionar uma nova forma de maternar.





