MĂŁe comunidade inteira
A maternidade me multiplicou, me povoou, me fortaleceu.
A maternidade me multiplicou, me povoou, me fortaleceu.
Maternar Ă© gerenciar conflitos com 3 reais, cola de silicone e muita paciĂŞncia.
Hoje eu sei que quando viramos mĂŁe nos tornamos outra.
Mulheres negras, mĂŁes ou nĂŁo,
Feitas de força, memória e mar.
Eu era o alimento do meu filho.
Passava 24 horas por dia com ele: atenta, disponĂvel, exausta.
Os dias passando e muitos temas na cachola. Tantos que nem eu sabia o que falar. Tudo que consegui ler era tĂŁo real.
Enquanto formos uma, é mais fácil. Para onde eu for, você vai. O que eu comer te alimenta. Agora somos uma. Depois, agora, somos duas de uma. Metade minha, metade do seu pai.
Perder um bebê ainda na gestação ou logo após o nascimento é uma dor que, muitas vezes, não encontra espaço
A lucidez de nĂŁo estar perdida na maternidade e me sentir mais presente em mim mesma me tranquiliza…
Não estava em meus planos ser mãe, embora nunca tenha negado esse desejo dentro de mim. Sempre houve cobranças externas
Depois de viver um dos meus maiores sonhos, o de ser mãe, algo dentro de mim se desfez — e,
Um dia eu acordei e não havia mais sombras.Eram apenas eu e meus meninos.Uma rede me abraçou, me levantou e
O vĂnculo entre mĂŁes e seus bebĂŞs nĂŁo ocorre a partir do seu nascimento, mas muito antes. Desde o planejamento
Depois de um mĂŞs de encontros, recebemos a notĂcia de que eles poderiam ir para casa conosco.
Tudo o que priva uma mĂŁe de estar bem com seus filhos Ă©, no mĂnimo, triste demais.
Um diagnĂłstico mĂ©dico. Intolerâncias mĂşltiplas: ao amor idealizado; Ă famĂlia idealizada; Ă maternidade idealizada.
Desde que ela nasceu, um dos meus trabalhos Ă© nĂŁo odiar meu corpo – este corpo que a produziu, que está neste formato porque a abrigou.
“O trabalho afetivo Ă© o que nos humaniza, costura o tecido social, sustenta a infância, as escolas, as comunidades.
Nossos filhos merecem mães inteiras e a gente só consegue estar inteiramente pra eles quando integra nossa parte mulher, humana e também mãe.
Foi a maternidade que me mostrou, entre alegrias, exaustões e descobertas, que existia em mim uma escritora
Naquele reflexo, eu pari a mim mesma, porque acolhi a minha histĂłria escrita no meu prĂłprio corpo.
As melhores e as piores coisas da vida vocĂŞ vai experimentar longe de mim, porque Ă© a sua vez.
“Você era, sim, uma menina e também uma mulher inteira. E duas e três.
Dados recentes mostram alta exposição já na primeira infância
Durante a gravidez e o puerpério, a mulher deixa de ser dona de seu corpo e de suas decisões, enquanto o homem segue livre para escolher o próprio caminho.
A maternidade Ă© isso, tudo ou nada: ou vocĂŞ está no cĂ©u, ou está no inferno. Um delĂrio.
Você não nasceu mãe. Está se tornando. E essa é uma revolução que ninguém vê, mas que move o mundo