Diários de uma mãe solo em (pós)pandemia
Maternar é gerenciar conflitos com 3 reais, cola de silicone e muita paciência.
Maternar é gerenciar conflitos com 3 reais, cola de silicone e muita paciência.
Hoje eu sei que quando viramos mãe nos tornamos outra.
Eu era o alimento do meu filho.
Passava 24 horas por dia com ele: atenta, disponível, exausta.
Os dias passando e muitos temas na cachola. Tantos que nem eu sabia o que falar. Tudo que consegui ler era tão real.
Enquanto formos uma, é mais fácil. Para onde eu for, você vai. O que eu comer te alimenta. Agora somos uma. Depois, agora, somos duas de uma. Metade minha, metade do seu pai.
A lucidez de não estar perdida na maternidade e me sentir mais presente em mim mesma me tranquiliza…
Não estava em meus planos ser mãe, embora nunca tenha negado esse desejo dentro de mim. Sempre houve cobranças externas
Depois de viver um dos meus maiores sonhos, o de ser mãe, algo dentro de mim se desfez — e,
Um dia eu acordei e não havia mais sombras.Eram apenas eu e meus meninos.Uma rede me abraçou, me levantou e
O vínculo entre mães e seus bebês não ocorre a partir do seu nascimento, mas muito antes. Desde o planejamento
Depois de um mês de encontros, recebemos a notícia de que eles poderiam ir para casa conosco.
Tudo o que priva uma mãe de estar bem com seus filhos é, no mínimo, triste demais.
Um diagnóstico médico. Intolerâncias múltiplas: ao amor idealizado; à família idealizada; à maternidade idealizada.
Desde que ela nasceu, um dos meus trabalhos é não odiar meu corpo – este corpo que a produziu, que está neste formato porque a abrigou.
“O trabalho afetivo é o que nos humaniza, costura o tecido social, sustenta a infância, as escolas, as comunidades.
Nossos filhos merecem mães inteiras e a gente só consegue estar inteiramente pra eles quando integra nossa parte mulher, humana e também mãe.
Naquele reflexo, eu pari a mim mesma, porque acolhi a minha história escrita no meu próprio corpo.
As melhores e as piores coisas da vida você vai experimentar longe de mim, porque é a sua vez.
“Você era, sim, uma menina e também uma mulher inteira. E duas e três.
Durante a gravidez e o puerpério, a mulher deixa de ser dona de seu corpo e de suas decisões, enquanto o homem segue livre para escolher o próprio caminho.
A maternidade é isso, tudo ou nada: ou você está no céu, ou está no inferno. Um delírio.
Você não nasceu mãe. Está se tornando. E essa é uma revolução que ninguém vê, mas que move o mundo
Ser mãe é uma das experiências mais desafiadoras e transformadoras que existe.
Filho querido, essa é a história de sua vida. Uma história de descobertas, de conexão, de dor, mas sobretudo, de muito amor. Você foi um bebê que a partir da descoberta da sua existência, foi muito querido e amado.
Vendo a infância de meus filhos, observei através deles como é a criação divina, como é o pensamento inocente, o vislumbre através de um olhar que vê algo extraordinário pela primeira vez.
Na noite anterior ao apavorante ultrassom morfológico, fui a um show de tributo à Nina Simone. Sempre que escuto suas músicas sou atravessada por uma infinidade de sentimentos, como se ouvisse um rádio cuja frequência traz diversas oscilações. Ambi. Valentes.
Você chegou em uma manhã fria. Um sol de inverno se anunciava no céu, mas pouco esquentava os corpos que andavam lá fora, recebendo o vento cortante e frio.