Tornar-se mĂŁe…
De repente é madrugada, e no quarto só se ouve a respiração de pessoas que ainda precisam se conhecer.
De repente é madrugada, e no quarto só se ouve a respiração de pessoas que ainda precisam se conhecer.
Acho que minhas dores se fizeram tĂŁo profundas porque o processo de luto pelo qual passei foi realmente denso. Ter
A verdadeira transformação está no falar, compartilhar, questionar e, fundamentalmente, enfrentar com coragem o fato de que sou uma mulher e mãe em processo de desconstrução.
É simples e sem culpa: existe dor de despedir-se não só da vida idealizada, mas da mãe que se imaginou capaz de equilibrar todos os mundos.
Maternar Ă© gerenciar conflitos com 3 reais, cola de silicone e muita paciĂŞncia.
Hoje eu sei que quando viramos mĂŁe nos tornamos outra.
Eu era o alimento do meu filho.
Passava 24 horas por dia com ele: atenta, disponĂvel, exausta.
Os dias passando e muitos temas na cachola. Tantos que nem eu sabia o que falar. Tudo que consegui ler era tĂŁo real.
Perder um bebê ainda na gestação ou logo após o nascimento é uma dor que, muitas vezes, não encontra espaço
A lucidez de nĂŁo estar perdida na maternidade e me sentir mais presente em mim mesma me tranquiliza…
Não estava em meus planos ser mãe, embora nunca tenha negado esse desejo dentro de mim. Sempre houve cobranças externas
Depois de viver um dos meus maiores sonhos, o de ser mãe, algo dentro de mim se desfez — e,
O vĂnculo entre mĂŁes e seus bebĂŞs nĂŁo ocorre a partir do seu nascimento, mas muito antes. Desde o planejamento
Depois de um mĂŞs de encontros, recebemos a notĂcia de que eles poderiam ir para casa conosco.
Tudo o que priva uma mĂŁe de estar bem com seus filhos Ă©, no mĂnimo, triste demais.
Um diagnĂłstico mĂ©dico. Intolerâncias mĂşltiplas: ao amor idealizado; Ă famĂlia idealizada; Ă maternidade idealizada.
Desde que ela nasceu, um dos meus trabalhos Ă© nĂŁo odiar meu corpo – este corpo que a produziu, que está neste formato porque a abrigou.
“O trabalho afetivo Ă© o que nos humaniza, costura o tecido social, sustenta a infância, as escolas, as comunidades.
Nossos filhos merecem mães inteiras e a gente só consegue estar inteiramente pra eles quando integra nossa parte mulher, humana e também mãe.
Naquele reflexo, eu pari a mim mesma, porque acolhi a minha histĂłria escrita no meu prĂłprio corpo.
As melhores e as piores coisas da vida vocĂŞ vai experimentar longe de mim, porque Ă© a sua vez.
“Você era, sim, uma menina e também uma mulher inteira. E duas e três.
Dados recentes mostram alta exposição já na primeira infância
A maternidade Ă© isso, tudo ou nada: ou vocĂŞ está no cĂ©u, ou está no inferno. Um delĂrio.
Você não nasceu mãe. Está se tornando. E essa é uma revolução que ninguém vê, mas que move o mundo
Ser mĂŁe Ă© uma das experiĂŞncias mais desafiadoras e transformadoras que existe.