Mulheres-mães protagonistas da própria história

Maternidade injusta

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Por: Luana Bastos.

Criar um filho não deveria ser tão pesado. Não é justo que a mãe fique com 80% da carga toda só pra ela.

O filho chora, faço de tudo: troco fralda, troco roupa, dou peito, faço massagem e outras coisas que não consigo nem lembrar, e o bebê segue chorando. Surto e choro junto, porque não sei mais o que fazer para ajudá-lo.

Me sinto feia e malcuidada, cansada, sobrecarregada com o cuidado do meu filho e da casa, queria outra de mim.

Dizem que devemos dormir quando o bebê dorme, mas, se dormirmos, quem cuida da casa, da comida, dos cachorros, de mim?

Faz dois dias que coloquei um leite condensado e uma barra de chocolate ao lado do fogão pra fazer um brigadeiro. Não consigo sequer fazer o brigadeiro…

Me sinto sozinha, tantas pessoas falam que irão vir nos visitar, e eu espero ansiosa pelas visitas pra ter com quem conversar, quem segure meu filho no colo, mas as pessoas não vêm, as pessoas somem.

Hoje eu entendo a frase “o filho é só da mãe”, e é mesmo. A mãe que se desdobra pelo filho, para a vida, larga os planos, deixa de comer, de dormir, banho só quando dá. E isso é triste demais. Injusto. Essa carga não foi feita pra uma pessoa só, mas tem sido.

Esse texto não vai pra internet, porque eu vou ser julgada com certeza. Queria muito compartilhar e saber que não estou sozinha. Sei que não estou, que existem muitas mães vivendo o mesmo sentimento que eu, e que também se sentem só, que também serão julgadas. O que dói é que esse julgamento vem de pessoas próximas, então ficamos caladas para não estragar as relações. Eu mesma já estraguei por colocar esse sentimento pra fora.

Revisão: Angelica Aparecida – @angelicaafilha

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