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Quando você tem um filho com 80% de possibilidade de ter identidade autista, isso porque ainda não foi fechado um “diagnostico” (odeio essa palavra), você começa a entender o quanto a gente criar vários “pré-conceitos” surreais sobre o “espectro autista” e o quanto a nossa mentalidade é fechada ao ponto de rotularmos automaticamente como uma doença, e o quanto a gente tem medo do desconhecido.

E, depois que você começa a pesquisar, estudar, se rodear de pessoas com experiências maravilhosas, pessoas cheias de conhecimentos, você só consegue pensar em como vai tentar fazer o mundo ser melhor para que seu filho não corra riscos.

Antes eu achava que minha grande luta seria sempre voltada para questão de ser mãe solo tentando ganhar seu espaço na sociedade como alguém que também pode obter sucessos na vida, e agora eu vejo que isso está bem distante do que ainda me espera.

Eu sou mãe solo com uma filho chamado Joaquim maravilhoso que tem possibilidades de estar nesse universo encantador do espectro autismo, todo dia eu acordo disposta a ser melhor que ontem por causa dele e sim por causa de mim também.

A gente sempre acorda com uma meta, hoje acordei com a meta de cuidar do meu filho mas também cuidar de mim, e isso não é errado!

Autora:

 

Meu nome é Jessica Dias, tenho 25 anos, trabalho na área de Turismo câmbio, sou mulher, mãe solo, menina também  e sim, dessas que gostam de bandas de rock. Meu maior privilégio é meu filho Henry Joaquim. Quando os dias vão ficando bem cansativos, quando a gente só precisa chorar, quando a  gente descobre algo que pode totalmente mudar a  nossa forma de viver, bom especialmente nesses momentos eu paro para escrever, me alivia.

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