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E eu tinha o desejo de ser mãe. Gostaria de ser mais do que sou e queria desempenhar outro papel, com os mesmos sentimentos ineditamente direcionados a alguém que nem pode se dar conta da sua condição essencial. Planejei, mesmo sabendo que a teoria escapa à prática e esperei, com afinco de quem comemora a vitória depois da torcida exaustiva. Então, em uma madrugada, tive a notícia. 

Anotícia do feliz encontro entre o sonho e a realidade. Desde então, o pensar não descansa e o amor traz uma nova conceituação. Recorro às memórias do que imaginei ao mesmo tempo em que procuro um apego ao que está por vir e desconheço. O medo e seus sentimentos entrelaçados me fazem humana. A felicidade e tudo o que ela pode carregar me fazem humanamente melhor.

O tempo passa e cada instante se faz pontual, porque há sinceridade. Encontro-me entre o toque adulto da responsabilidade e entre a pureza ingênua das recordações infantis. Pretendo amar e educar, educar e amar, amar e educar… Prometo despertar o que há de melhor em mim e adormecer o que não parecer tão otimista. Tentarei, incessantemente, sua reciprocidade. A nossa futura troca nos modificará, sem volta.

Irei verbalizar, sem vergonha, tudo o que me tocar vindo de você e irei sentir (sinto) cada minúcia que nos disser respeito. Assumo priorizar meu colo e lhe acolher para amenizar a dor ou comemorar o que for. Nesse pouco tempo, de muita intensidade, não sei muito o que digo e não posso definir o que direi. Apenas sigo a enfatizar que cada palavra e gesto são e serão para lhe fazer saber que a solidão não cabe e que eu sempre estarei aqui, aí, aonde estiver. Obrigada, bebê.

Autora:

Neila CorrêaMaternidade Cotidiana

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