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Se já é difícil manter uma rotina em circunstâncias normais, trabalhando fora e com filhos em idade escolar, imagine em meio a uma Pandemia, onde nos vemos em isolamento social, sendo ameaçados a todo momento por algo que não podemos ver. Fomos obrigados a mudar nossa maneira de viver, de um dia para o outro, da noite para o dia.

Escolas foram fechadas, empresas reduziram sua carga horária, escritórios passaram a funcionar em casa… estamos hoje, crianças e adultos, pais, mães e filhos dentro do mesmo espaço, 24 horas por dia sem saber ao certo quando esse pesadelo vai acabar.

Estamos todos à flor da pele, nervosos, ansiosos, com medo do que o futuro incerto nos reserva. Estamos diariamente, o tempo todo, tentando fazer um exercício de resiliência, empatia, calma e paciência. Tentando no meio do caos, não deixar a peteca cair, não deixar a vida parar.

Em meio ao carrossel de emoções que estamos vivendo, vamos tentando dar sentido a este momento e tirar proveito da situação na qual nos encontramos. Uns buscam estudar, outros cuidam da casa, tem aqueles que querem botar o sono em dia, os que se apegam a fé e outros que vivem um dia de cada vez. 

Cada qual a sua maneira, vai criando a sua própria rotina temporária, fazendo o que é viável, possível e necessário!

Confesso que com crianças, pequenas e em idade escolar, a coisa ainda se torna mais complicada, mas seguimos tentando. Pois como sabemos, esta situação não vai durar para sempre, e torcemos para que e em breve, mas em   segurança nossa velha rotina esteja de volta.

Por enquanto, aqui em casa estamos tentando (nem sempre conseguimos!) manter a calma e a organização da seguinte maneira:

  • Tentar respeitar a semana – De segunda à sexta, tentamos manter um horário para acordar, fazer as refeições e dormir (tem dias que dá certo!); tiramos um tempinho para um banho de sol de uns 15 minutos (na garagem ou na área de serviço) pela manhã. Aos finais de semana: acordamos mais tarde, e os horários de refeições e dormir ficam mais flexíveis. Assistimos filmes, ouvimos música e cantamos alto e bom som, fazemos brincadeiras em família e preparamos lanches e pratos mais elaborados (comidas de final de semana!).
  • Horário de estudo – Durante a semana também reservamos um horário para o estudo: a filhota assiste as vídeo aulas e realiza as atividades propostas pela professora; eu coloco as leituras em dia e sigo elaborando meus textos, bem do ladinho da filha para que eu possa auxiliá-la, quando necessário. É bom observar e respeitar o tempo da criança. Por aqui, minha filha não tem muita disposição pela manhã, então matriculamos ela no horário da tarde, e agora em isolamento social, preferimos respeitar esse horário. Assim, ela estuda no horário que já estava acostumada (evitando estresse desnecessários).
  • Divisão de tarefas – Dividimos as tarefas da casa de acordo com os dias da semana e também com aquilo que cada um gosta de fazer: um prepara o almoço, o outro lava a louça, um lava a roupa, o outro passa. Buscamos incluir a filhota nas tarefas da casa, que não oferecem perigo.  Assim, todos cooperam, e ninguém fica cansado demais. Outro ponto positivo, é que enquanto estamos cuidando da casa, não estamos expostos à enxurrada de notícias sobre a Pandemia. Isso tem nos acalmado bastante!
  • Prepare receitas novas – Estamos todos passando por um momento financeiro delicado, que não dá para ficar desperdiçando nada, muito menos comida. Por aqui tem rolado bastante receitas novas, com ingredientes simples, baratos e do dia a dia, inclusive com reaproveitamento. Estamos nos surpreendendo com nossos dotes culinários. As crianças curtem bastante participar do preparo das refeições, e acabam se alimentando melhor. Esta também é uma bela oportunidade de aprender sobre sabores e saberes culinários, como digo no livro A educação do amanhã (2020), onde falo da importância da culinária na educação infantil. 
  • Tempo de descanso – Reservamos um tempo para cochilo diário. Normalmente, depois do almoço, e antes do horário de estudo. 15 minutos são suficientes para nos dar um novo fôlego. 

Gostou dessas dicas? Tem muitas outras vindo por aí na segunda parte dessa série de textos! Não perca!

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