Tempo de leitura: 4 minuto(s)

A história  é uma ciência que estuda a humanidade através do tempo. Ela investiga o que os seres humanos fizeram, pensaram e sentiram enquanto sociedade e isso não seria diferente quando o assunto é sexo. Mas pra que saber a história do sexo? Muito se fala sobre o patriarcado, feminismo, liberdade sexual, mas pouco (ou nada) se fala a respeito do sexo ao longo dos séculos, culturas e civilizações. Como já dizia o grande Filósofo Heródoto “Pensar no passado para compreender o presente e idealizar o futuro”. Claro que existe muita história pra contar, mas aqui o foco é suficiente para que seja possível entender porque a liberdade sexual da mulher, nos dias de hoje é tão restrita.

Em geral, nas civilizações originárias, a sexualidade era algo comum, não haviam muitos tabus e a liberdade sexual era praticada. Alguns povos já relacionaram o sexo com a reprodução, outros não. Alguns povos, por serem nômades, colocavam restrições na sexualidade por questões de controle natal, até então não tinha muita conexão com o sagrado. Com o surgimento da igreja começaram a colocar em prática algumas regras como a importância da fidelidade da mulher e filhos legítimos.

Os egípcios já eram mais liberais, a mulher gostava e se interessava por assuntos sexuais e deixava isso bem claro. Era livre sexualmente e inclusive tinha o direito de escolher abortar, pois o sexo não era visto simplesmente como concepção. Não foram encontradas evidências suficientes para mostrar que a homossexualidade era bem vista em sociedade, porém existem contos antigos, histórias de faraós e deuses gays e bissexuais. Já no lado religioso, sexo era visto como poder deixando a homossexualidade ser vista como “desperdício de poder e sêmen” por não gerar descendentes. Não há registros conclusivos sobre lésbicas e transexualidade no Egito antigo.

Durante a evolução chinesa o sexo era valorizado tanto para reprodução como para o prazer. Era comum um homem ter várias mulheres e daí surgiram os primeiros manuais sexuais. Aqui o destaque para “um homem ter várias mulheres” para mostrar que o patriarcado já era instaurado, a liberdade sexual da mulher era muito inferior à do homem. Existem registros antigos sobre relacionamentos homossexuais, mas nada que mostre que era comum e aceito socialmente, o que nos deixa concluir que não era recomendado e esses casais se mantinham discretos.

Na Grécia antiga o sexo e era tratado de uma forma muito liberal e até mesmo sagrada. Mas o ponto alto na liberdade sexual da Grécia antiga era a economia. O sexo era muito aconselhado sim, mas com fins de aumento populacional, assim a masturbação feminina era desaconselhada. A homossexualidade era vista como prazer e entretenimento quando entre homens, mas quando entre mulheres não era bem vista. Um dos registros mais antigos sobre lésbicas vem da Grécia, mais precisamente da Ilha de Lesbos, daí o nome. A sociedade grega não gostava de desvincular a mulher do papel “mãe e esposa fiel”.

Na Índia, falar sobre sexualidade era muito bem-vindo, tinha cunho espiritual e cultural: O Tantra. Foi daí que surgiu o Kama Sutra. Era praticado o Matriarcado, relações homossexuais e eram comuns e aceitas, coisas que foram proibidas após a invasão britânica. O Tantrismo sobreviveu a séculos de catequização e repressão mesmo que hoje seja visto de forma diferente do passado consegue contar a história sexual do povo hindu.

No próximo artigo dessa série, trarei mais algumas informações históricas sobre o sexo. Não perca.


Bibliografia:

Stearns, 2010 | Lins e Braga, 2005 | Priore, 2011 | Portal da Saúde | 2005 OMS, 2010

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui