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Governantes corruptos, malucos jogando banana por aí, gays assassinados por serem gays, venda de produto fora da validade, suicídio infantil….  “O mundo está doente!” Frase no topo das paradas públicas! Já ouvi muito, já falei muito…
Hoje indo buscar meus filhos na escola, sentei naqueles bancos lá do fundo do busão, aqueles que são seis cadeiras juntas, aqueles que quicamos gostoso do início ao fim (rs). Do meu lado uma mãe e um “filho grande” porque ele já devia ter uns 30 anos, ela já mais coroa…
Enfim, eis que ele tira do bolso um radinho e decide colocar, sem fone, uma “mensagem de Deus”… Acho que era uma rádio da Igreja Universal (não sei se existe, mas parecia). A mãe que já estava falando sobre a vida de alguém quando eu entrei, começa a reclamar que ele deveria usar o fone. Ele responde dizendo que não gosta de fone (e juro, nem estava alto porque nem entendi muito bem o santo recado).
– “Você está obcecado, parece um maluco, uma pessoa assim tem que ir pro terapeuta. Inclusive, você sabia que os terapeutas dizem que os malucos se apegam mesmo a essas coisas?!”
Ela tinha certeza do que estava falando!
– “Seus primos falam que não andam mais com você porque um dia vai apanhar no ônibus.”
Ele novamente: “– Não gosto de fone mãe, me incomoda!”
– “Shiu, Tales, você está ficando agressivo! Você sabe que é agressivo! Tenho pavor de escândalo na rua!”
Engraçado que quem estava falando alto era ela, mas tudo bem. Tales nesse momento se muda pro banco da frente
.
– “Você é agressivo garoto, tenho até medo!”
A esta altura agressiva estava quase a pessoa aqui 🙋‍♀️ porque mesmo sem saber o que se passa na relação desses dois o que eu estava vendo era, no mínimo, injusto.
– “Mas na verdade, Tales, vc não bate em ninguém, né? É um bobão, mete medo em ninguém. Coitado!” – (🤔) – “Muda mesmo de lugar que hoje é seu último dia na minha casa! Já vou descer no próximo ponto!”
Sem dar muita importância, Tales meio que fala com ele mesmo: – “É aqui que vamos descer?! Bora!”
Aí eu te pergunto… Onde esse “mundo doente” começa? Acho que é a tal da ação e reação, efeito dominó, bola de neve, como preferir. Mais uma vez… O que faltou pra essa mãe? Amor? Atenção? Forças pra buscar ser feliz? Estrutura emocional? Conhecimento? Informação?
Eu também não sei…
Só sei que a educação, não somente essa da escola, mas a de casa é a base pra muita coisa.
Não estou falando da educação de ensinar a comer na mesa ou de falar “bom dia” pro velhinho, mas a que é sinônimo de amar. Acredito que o maior desafio da humanidade é não transformar frustrações, tristeza, mágoas, decepção, falta de esperança e de respeito em algo hereditário. Inspirar falta de amor; desafeto e expirar compaixão, respeito, felicidade é recomeçar, reiniciar a fórmula pra dar certo. Quem sabe não é a cura, né mêz?!
Está lançado o desafio.

Autora

Mãe de uma fofa de 3 anos e um fofo de 1 ano e meio. Larguei o emprego após a licença maternidade para me dedicar aos pequenos. Tentando retornar ao mercado, tentando ser uma Power Ranger Rosa .

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