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Aprendi o real significado da palavra amor e doação.

Aprendi que realmente nenhuma mulher nasce mãe.

Aprendi que privação do sono pode causar loucura, exceto se você for mãe.

Aprendi que o sorriso do bebê sara todas as feridas.

Aprendi que a cada evolução, você se apaixona mais.

Aprendi que a maternidade é pesada e que as pessoas contribuem pra isso, mesmo sem querer (ou querendo).

Aprendi que é extremamente cansativo todo o processo de criação, mas nada supera o cansaço das exigências sociais.

Aprendi que a “mãezona da porra”, socialmente, nunca estará aos pés do “pai de faixada”.

Aprendi que você pode se matar pela cria, pode estagnar sua vida pela cria, pode se doar, pode enfrentar o mundo, por mais pesado que ele esteja, que você não estará fazendo mais que sua obrigação, “mãe é mãe”, né?

Aprendi que se o pai trocar uma fralda do filho, ou vir visitá-lo uma vez na vida, você não deve reclamar, afinal, ele faz o que pode.

Aprendi que a maternidade é solitária quando você não é convencional, principalmente, quando não aceita paradigmas socialmente impostos.

Aprendi a suportar frases do tipo “você quem escolheu”, “na hora de fazer foi bom”, “ele não cuida por que você largou dele”, “deveria agradecer tem pai bem pior”, “você é mãe não faz mais do que sua obrigação”, etc., quase o tempo todo.  Mas aprendi, que para sustentar nossa saúde mental, de vez em quando, temos que dar uma de louca e pausar esse massacre psicológico e culpabilização da mulher pela irresponsabilidade paterna e social perante a maternidade.

Aprendi que se você quer criar pessoas fora da “caixinha social” você vai sofrer muito.

Aprendi a dividir a cama, mesmo dormindo muito mal, porque passou o dia longe da cria e está morrendo de saudade.

Aprendi que várias pessoas faltavam às aulas de biologia e não aprenderam que, biologicamente, homens e mulheres têm a mesma predisposição ao amadurecimento, os homens só não o fazem cedo porque as pessoas relevam sua imaturidade (porque são homens).

Aprendi que a maternidade vai selecionar tudo, começando pelas amizades.

Aprendi a ser uma rocha, quando a gente só queria ser paz.

Aprendi que chega uma hora que está tão esgotante, que você está morrendo de sono e deveria estar utilizando o “tempo livre” pra dormir, mas precisa se desintoxicar, e pra não correr o risco de escutar “você não deveria reclamar, seu filho tem saúde”, resolvemos escrever.

 

Autora

Caroline Cristina Vaz, 25 anos, turismóloga, mamãe do Lorenzo Augusto de 1 aninho.

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