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Puerpério. Lançar-se em uma vivência profunda, lançar-se em um lugar permeado pelo medo, insegurança e culpa.

Interrogações sobre si mesma, descobertas sobre sua nova possibilidade de ser, mãe. Descoberta sobre o outro ser, bebê.

É preciso aprender sobre ele, mas também sobre você. É preciso estar para ele e também para você.

Puerpério. Quietude tão distante, é o conhecer-se sem silêncio, sem parar.

É a ambivalência do querer e não querer, é o sorrir, enquanto se quer chorar, é chorar, enquanto se quer sorrir.

Puerpério. Encontrar novos significados é ressignificar. É dar alento e sentir o desalento.

É despedir-se de quem você foi, é um encontro tão complexo e lento com quem você está se tornando, um encontro que você ressurge em seu corpo, que já não é o mesmo. E nesse percurso você vai se reconhecendo.


Autora: Juliana Santos, Psicóloga. CRP 06/155130. Instagram: @psicojulianapereira

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