Tempo de leitura: 1 minuto(s)

Tem dias que eu já acordo cansada e hoje não estou em um dos piores, mas fico mal só de pensar que tenho que ir pra aquele trabalho e enfrentar toda aquela gente. Trabalho há 8 anos no mesmo lugar como agente de saúde e já consegui ajudar muitas pessoas (não tanto quanto eu gostaria porque não depende só de mim). A população não me apavora, o que me adoece são os tapas nas costas com uma mão e o puxão de tapete que as falsas amigas dão na gente. Vinte e seis mulheres trabalhando juntas, então a falsidade impera.

Falsidade, competição, encrencas infinitas… Estou abatida, meu corpo cansado, minha mente esgotada. Com apenas 32 anos já quero desistir de tudo e recuperar minha saúde mental e por isso penso em sair, largar tudo, mas aí… Olho para o lado e vejo que tem 3 pessoas que ainda dependem de mim e que levará mais uns 10 anos para que eles possam se virar sozinhos.

Realmente esse trabalho me adoece e eu fico na balança entre: ter comida para comer ou ter saúde mental, ter paz ou ter dinheiro. Uma balança que está pendendo para a saúde mental porque sinto que se ficar aqui por mais 1 ano sairei de camisa de força.

 

Autora

 

Gisele, 32 anos. Mãe de Lívia André e Rafael.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui