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E isso não é uma crítica, é uma constatação reconfortante.

Quando nos damos conta que não somos as melhores mães do mundo (como o mesmo mundo faz questão de querer afirmar todo mês de maio), tiramos um fardo imenso das costas e, dessa forma inclusive, podemos ser melhores sim, como mães, como pessoa, como profissional ou como qualquer outra coisa.

Porque entenderemos nossos limites, tal como vamos percebendo nossas superações diárias; porque não vamos ficar nos comparando com a grama do vizinho ao lado, traduzindo: com aquela mãe do lado, verdinha, vistosa, podada, perfeita!

Mães acertam, mães erram; são boazinhas, mas também são bem chatinhas. E é a voz da experiência da minha filha, de 4 anos, que me diz isso! Quando faço o que ela pede, sou “boazinha”, quando não, ouço um “tu é tão chata!” Ou seja, ser boa, má ou chata, é ainda uma questão de perspectiva.

Mães são o céu, mas podem ser o inferno; melhor, na maternidade não deveria haver maniqueísmos, porque entre o bem e o mal existem mais, e tantas coisas, do que possa imaginar a nossa vã filosofia materna quadrada e bitolada.

Mães são de carne e osso, e a gente sabe que a carne é fraca, que a paciência uma hora acaba, que existe a TPM e outras centenas de coisas que acontecem e nos tira da zona de conforto da maternidade exemplar e intocável. Mães perdem a razão, se chateiam, ignoram, se desesperam, se exarcebam, silenciam…

A questão aqui não é enaltecer as “maldades” que uma mãe possa cometer com seus filhos. Sabe aquela frase “pareço uma boa, mas…”, pois é, as aparências enganam. Você pode ser uma boa mãe, independentemente dos maus momentos que tenha desempenhando esse papel. O contrário também acontece: você pode ser uma mãe “ruim”, ainda que tenha excelentes momentos como tal.

Mães não estão acima do bem e do mal, e já está mais do que na hora de tirá-las dessa caixa.


Autora: Isabella Vasconcelos – @isabellamoraisvasconcelos

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