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E o nono mês chegou! Ufa, quantas emoções; aceitação, tristeza, alegria, euforia, ansiedade, calmaria, reconstrução, reinvenção, choro, gargalhadas, plenitude, afogamento em solidão, imersão em magnitude. Assim é a maternidade, com muitas dores, intensidade, mudanças bruscas.

Nos perdemos, reencontramos, resumindo é um período de aprendizados profundos! De tudo, posso dizer que a maternidade é um período de grande solidão, onde todos têm um palpite a respeito de algo, mas poucos querem compartilhar vivências que possam vir a facilitar as nossas.
A tal liquidez que Bauman sempre fala: conselhos rasos, diálogos superficiais. Não tem trégua, é você com seus dilemas, suas descobertas, suas frustrações, medos, inseguranças.

E em meio aos raios fracos de outono do sol se pondo, vem uma energia boa, ondas na barriga se conectam com as batidas do nosso coração. E no silêncio da nossa complexa solidão nos sentimos incríveis, afinal, em meio ao caos nascerá uma vida, um ser com nosso olhar, com o sorriso de alguém que amamos, com inteligência única, furinhos nas mãos, dobrinhas nas pernas e uma conexão indecifrável com nosso ser.

No nono mês, todas as certezas fazem suas malas e partem sem dizer adeus, deixando aqui de um jeito sutil uma esperança grande que a qualquer momento o amor maior do mundo nos transbordará e tudo que passamos perderá todo sentido ao cruzarmos nossos olhares, de um jeito ávido, com o de quem só precisava nos encontrar, fitando em silêncio o que a pureza dos dias inríveis não sabem traduzir.

E quando penso neste momento, eu que já era amor da cabeça aos pés, agora sou também amor de alma, espírito e infinitude!


Autora: Gisele Zampieri – @gisele.zampieri83

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