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Antes de qualquer coisa, queria dizer que eu não apoio a rivalidade feminina, mas que não aceito ver mães que têm pais presentes na vida de suas crias, tanto financeiramente como emocionalmente, se passando por vítima ao dizer que sofrem por abandono paterno, para tentar fazer um jogo psicológico e causar a impressão de “a mulher que foi abandonada com um filho”.

Depois, eu queria explicar a diferença entre o Genitor que abandona um filho, um Genitor que cumpre com suas obrigações e tem a postura de Pai e um Genitor que “diz” que cumpre com suas obrigações para não ser preso, e se intitula “pai da criança”. 

Todos sabem que meus dois filhos, Apolo e Gael, tem ou tiveram, presente em suas vidas o abandono paterno, mas que, graças a Deus, isso não afeta a eles porque trabalhamos esse assunto desde cedo. 

Resolvi falar sobre isso, porque essa semana, eu presenciei um homem ser acusado de Abandono Paterno porque ele optou em mudar de cidade, depois de mais de 1 ano separado da mãe da criança, viver um outro relacionamento e buscar uma qualidade de vida melhor para oferecer para seu filho.

Eu entendo que, muitas das vezes, as mães não têm essa oportunidade de simplesmente ir e por isso dou razão a exaustão materna, mas só sabe o que é realmente um Abandono Paterno, quem vivencia todos os dias isso na sua vida.

Esse homem, é um dos poucos homens que a estatística mostra, em que paga pensão, plano de saúde e sempre liga para conversar com seu filho, que se importa e tem amor. O pai que não faz menos do que sua obrigação, assumindo as responsabilidades financeiras e afetivas, porque tem responsabilidade e amor. 

Abandono Paterno é um assunto muito sério, e gera sequelas na criança que um dia se tornará um adulto, e por isso esse assunto tem que ser abordado sempre que necessário com a criança, com delicadeza e amor, para que essa criança entenda que tudo que ela precisa, já está ali, o amor. Assim como faço com meus filhos, que não falam com o pai a mais de 6 meses pelo menos. 

Quando vejo uma mulher se apropriando incorretamente do termo de “abandono Paterno” fico realmente chateada, porque abandono paterno faz parte da história que eu vivi, e que vejo muitas mulheres realmente vivendo isso. 

Eu vivi uma gravidez que foi sugerida o tempo todo como possibilidade de aborto, pelo genitor e por familiares meus, afinal, me questionavam se eu teria coragem de colocar mais um filho sem pai no mundo. O Gael conheceu seu Genitor somente com 1 ano de idade, porque desde então, o mesmo nunca se importou se ele precisava de uma fralda, ou uma roupa, e só conheceu ele porque foi intimado a pagar pensão ou seria preso, e sentiu a necessidade de tentar “ser pai”.

“Ah, mas Malu, você deixou ele conhecer o Gael?” Sim, deixei, afinal, nosso papel de sabedoria feminina é incentivar o melhor que um homem pode ser, mas eu sabia que isso não passaria de uma única vez, uma única tentativa, e que logo desistiria de novo, e teria que recorrer a mais audiências e intimações, e dito e feito. 

Bom, mas ainda existem o 3° exemplo, aquele que é o pior, o genitor que recusa aquela vida para sempre, e nunca se apresenta para aquela posição de responsabilidade e amor. 
Falar de abandono paterno é algo que mesmo sendo tão errado, é muito natural falar sobre isso no Brasil, entre mães jovens ou não, é um fato e existe.

Mas aqui vai um recado para as mulheres que acabam se apropriando da situação para iniciar um jogo emocional contra o genitor e manipular as pessoas a pensarem o pior daquele homem, estas que muitas vezes fazem isso por não aceitar o término da relação, seja ela qual for: não façam isso, porque o efeito emocional que isso trás para essa mulher é extremamente frustante, porque no fundo, essa mulher sabe, que seu filho tem apoio financeiro e amor do seu pai e que tudo o que falta nessa história é AMOR PRÓPRIO.

Os exemplos de pais que cumprem com suas obrigações são raros, então quando você ver uma situação assim, não precisa colocar o homem no céu e Deus na terra, mas faça seu papel de ser humano e continue incentivando aquele homem de continuar no caminho certo, e orientem as mulheres, a agir na verdade e sem jogos psicológicos. 
UFA, FALEI.


Autoria: Malu, 23 anos, mãe de 3. Insta: @malu_lashesnail

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