Mulheres-mães protagonistas da própria história

Cansei do Silêncio. Voltei a escrever!

Cansei do Silêncio. Voltei a escrever!

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Decidi voltar a escrever. Cansei do silêncio. Engraçado, o silêncio é uma das poucas coisas que não tenho desde que a minha filha nasceu. Um momento só meu, onde o silêncio externo impera e posso enfim ouvir o que meus pensamentos dizem.

Quando nos tornamos mães, todas as demais coisas vão para o segundo plano.

Eu sempre dizia que não queria ser só mãe, mas o que significa esse “só mãe”? As mães fazem tudo. Fazem tanto que não sobra sequer tempo para si mesmas.

Sobrar tempo. As mães ficam sempre com as sobras, seja do café dos filhos, ou do tempo entre preparar o almoço, tirar o lixo e trabalhar.

Nos dizem o tempo todo que quando nasce um bebê, nasce uma mãe. Clichê demais. Ser mãe é uma construção diária: demanda estudo, paciência, disponibilidade, vontade e muita renúncia.

Quando minha filha nasceu eu me questionei: “como as mães nunca me disseram que ser mãe era desse jeito?” Pois é, as mães estão muito ocupadas para dizer qualquer coisa, mas eu cansei do silêncio. Voltei a escrever, novamente esse será meu alento.

Mesmo estando enferrujada, com as palavras fugindo da minha cabeça (que já começa a pensar no que preparar para o jantar), mesmo com o tempo escorrendo entre as teclas desse computador. Voltarei a escrever, tomarei o lugar que todas as mães deveriam ter por direito: voz ativa na sociedade.

Esse mundo não está preparado para as mães (nem para os bebês), a todo momento somos hostilizadas, de uma maneira ou de outra. Seja por uma placa dizendo que não é permitido crianças, seja por anestesistas que abusam de mulheres dando à luz.

Mas eu cansei, voltei a escrever! Que se dane o lixo apodrecendo na lixeira, que se dane a louça suja juntando mosca, as mães têm trabalhos mais importantes a serem feitos: educar um ser humano e mudar o mundo.

Por: Bianca Obregon – @biancaobregon
Revisão: Gisele Sertão – @afagodemaeoficial

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