Mulheres-mães protagonistas da própria história

As mães que ficam e as mães que vão

As mães que ficam e as mães que vão

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Por Anônimo

Disseram-me muitas vezes que ser mãe era difícil. Eu entendia e aceitava, ainda assim, queria ser. Afinal, é a experiência mais incrível que uma mulher pode ter, ainda penso isso. 

O meu desejo de ser mãe, veio aos 30 anos, primeiro casamento, bem estruturado, marido concursado federal, tudo pronto. O filho não veio naquele momento. Dois anos de espera, exames e mais exames, tudo ok. Nada de engravidar. Morávamos em outro estado, mudamos de estado novamente. Veio a separação. Fiquei frustrada, será que não podia ter filhos ou será que ele não podia? Acho que ele seria um bom pai, também deseja muito. 

Aos 38 anos conheci outro cara, com um histórico familiar não muito bom: 3 filhos, separado da 2ª mulher. Se mostrou tão interessado em formar uma família, tantas conversas, finalmente me convenceu. Um mês morando juntos, engravidei em meio a pandemia. O medo foi maior que a alegria: sofri, chorei, desesperei-me. Depois aceitei, amei meu filho em seguida ao ataque de pânico.

A gravidez foi tranquila. Esse homem que foi um pai excelente na maternidade, cuidando e me ajudando em tudo, em casa se tornou alheio. O esperado aconteceu: ele não é um pai cuidadoso e nem amoroso com o meu filho.

Hoje posso dizer que entendo as mães que ficam casadas mesmo sendo solo e entendo as mães que vão embora. Ainda não decidi o que sou. 

Revisão: @tevejomae

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