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Essa fotografia não dá conta de contar que minha filha solta gargalhadinhas quando esguicho a água do chuveirinho em seu peito.

Que quando pega seu livro de banho o lê em bebenês.

Que assim que fico em pé, ela lança o corpo pra fora da banheira e desliza as duas mãos no chão, olha pra cima e ri largo com seu primeiro dentinho rompendo a banguelice.

Que quando a pego no colo pro enxágue, ela se agita, dá gritinhos eufóricos e tenta pegar a água com as mãos.

Que olha pra cima maravilhada como quem vê uma cachoeira mágica de água morna.

Que quando fecho o chuveiro percebo que meu único roupão está em outro lugar que não é o banheiro e assim saímos as duas do banho, ela enrolada na toalha pintada pela avó materna e eu enrolada pra dar conta de enxuga-la sem inundar o chão ou me estabacar com a goteira do meu corpo.

Esta foto. Ela não dá conta de dizer do laço que se fortalece sem apertar. Do tanto de amor que eu tenho cada vez mais pra dar.


Autora: Renata Araújo traz um dia de verão na data de nascimento, é mãe da Lavínia, recém fundadora da re_educar e mestranda em Educação nas horas

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