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Quantas postagens vemos por aí com as frases “apoie suas amigas”, “indique mulheres”, “apoie projetos independentes”, mas na prática, não é bem assim que funciona. Quem trabalha por conta ou tem projetos sem fins lucrativos luta todos os dias para estar no mesmo patamar de lugares que começaram com os milhões e recebem de presente matérias de empreendimento inovador e pode até ser que seja, mas a grana para começar esse tal negócio estava na mão, ou seja, algumas centenas de passos a frente de quem tem somente a cara, coragem e a ideia.

A desigualdade social faz isso. Pessoas que querem mudar a realidade que vivem e pessoas que lucram em cima de vivências que sequer passaram perto. “Quer dizer que você está anulando outras lutas?” Não, quer dizer que estou falando de protagonismo, token e privilégios.

Damos sempre mais visibilidade para quem tem muita visibilidade, isso não é ruim, todas as lutas são válidas, mas esquecemos que existem pessoas que não têm grana pra assessoria de imprensa ou para impulsionar suas postagens que também fazem um conteúdo incrível, mas que não têm o tal apoio que tanto pregamos na internet.

Quando esses projetos envolvem mulher que são mães… parece que uma faixa é colocada nos olhos e o tal “foda-se” é ligado, afinal, “eu não sou mãe, não sou pai por que vou apoiar essas iniciativas?”. Aí é que você se engana. Mulheres, depois que são mães perdem toda sua visibilidade social. Nas empresas não dão oportunidade porque lugar de mãe é cuidando dos filhos ou, parece que depois que parimos, nossa capacidade intelectual diminui.

Pressupostos que tiraram não de estudos, mas de uma sociedade patriarcal que romantiza totalmente a maternidade, talvez por isso seja tão difícil conseguir apoios, principalmente, quando a maternidade real é mostrada, mas a Doriana ainda é aceita porque é instagramável, gera likes, views, mas que não mudam a realidade de mulheres que precisam de ajuda buscando informação para entender esse mundo maluco que é a maternidade. Difícil pra caramba!

Então, faça valer seus posts, apoie projetos que envolvem maternidade real, de mulheres pretas, indígenas, gordas, pobres… mulheres que buscam constantemente aceitação dos seus filhos neutípicos na sociedade lutando contra preconceito, atendimento e visibilidade. Mulheres que estão na luta todos os dias, mas que tiram alguns minutos para desabafarem, pedirem ajuda, denunciarem e mostrarem que elas existem e olha só, também escrevem.

A Revista Mães que Escrevem está na luta desde 2017 levando informação, conteúdo e apoio na maternidade. Conteúdo feito por mulheres que não precisam de um porta-voz, mulheres que querem ter protagonismo na própria luta, afinal, no dos outros é sempre refresco e, como toda mídia independente, precisa da ajuda dos seus leitores e pessoas que acreditam nessa causa.

Por isso, lançamos um financiamento coletivo que fara com que esse conteúdo chegue a mais mulheres, não só no ambiente digital, mas fisicamente também. Temos muito o que fazer, mas sozinhas não conseguimos, por isso, sua ajuda é fundamental!

Abrimos uma conta no Catarse com financiamento a partir de R$6,00 mensais. Esta grana nos dará uma base para fazermos as vozes dessas mulheres, ecoarem cada vez mais longe! “Ah, mas não tenho dinheiro, como posso apoiar?” Eu te respondo: curtindo, compartilhando, falando. Nada melhor que o marketing boca a boca para que projetos se tornem conhecidos.

Faça valer seu discurso, apoie projetos independentes.

Caso queira conversar diretamente com a gente, envie um e-mail: maequeescreve@gmail.com

Clique na imagem abaixo e saiba como ajudar:

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