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Dia 20 foi o dia da consciência indígena. Uma data, assim como o da consciência negra, criada para conhecimento da cultura, luta, além de mostrar que existimos e resistimos. Muitos têm uma visão deturpada (eu diria racista) sobre ser indígena, acreditam que indígena é aquele indivíduo que só tem o cabelo liso, franjinha, vive na floresta, não fala português, não pode estudar e nem usar tecnologia, mas estão enganados.

Temos milhares de indígenas que habitam nas cidades, em aldeias, usam a internet, fazem faculdade, são doutores, artistas e etc, pra ser mais exata, segundo IBGE 2010, são mais de 305 povos que somam 896.917 pessoas e perpetuar a ideia de primitivismo é uma prática racista.

Pensando em quebrar essa caixinha de esteriótipo, resolvi indicar as mulheres indígenas e que são mães para você acompanhar. Mulheres de luta que através da sua arte e feitos preservam a cultura dos povos originários e dão um verdadeiro show de empoderamento. Então, lá vai:

Katú Mirim

Imagem: reprodução

A Katu é da etnia Boe. Bissexual, da periferia de São Paulo e artista independente. Em suas letras ela fala sobre ancestralidade, força, críticas do cenário brasileiro além de relatar vivências diárias. Além de tudo, claro, ela é mãe e criadora do site Visibilidade Indígena e Indígenas LGBT. Acompanhe aqui o perfil.

Kaê Guajajara

Imagem: reprodução

Kaê é da etnia Guajajara. Artista que além de ser mãe, produz adereços indígenas de diversas etnias na página Azuruhu e também canta, através do Rap, toda opressão colonial que aflige a tantos. Acompanhe aqui o perfil.

Watatakalu Yawalapiti

Watatakalu é da etnia Yawalapiti, mãe, liderança indígena e criadora da Casa das Mulheres no território do Xingu, ela, através da sua luta, visa unir e discutir ações machistas enraizadas na tradição, além de discutir saúde e trazer empoderamento para as mulheres da aldeia. Acompanhe aqui o perfil.

Hellen Silva

Hellen é mãe solo e como todo indígena urbano, está em busca de aprender e conhecer sua origem étnica. É tatuadora e além disso, trabalha com grafitte oferecendo oficinas. Ela acredita que a tatuagem é uma forma de descolonização, pois contam histórias e acredita ser uma forma de arte libertadora. Acompanhe aqui o perfil.

Brisa de la Cordillera

Imagem: reprodução

Brisa é uma mulher indígena de origem Chilena nascida em BH e, atualmente, vive em São Paulo. Em suas músicas ela fala dos “corres” de mães e busca fazer denúncias de ações machistas que muitas mulheres sofrem diariamente, além de falar sobre o contexto do indígena urbano. É também integrante do Coletivo Parir não é Parar que também busca empoderar mães na sua jornada além da maternidade. Acompanhe aqui o perfil.

Existem muitas outras mulheres indígenas que fazem a diferença e, independente da sua etnia e o lugar que vivem, perpetuam a cultura quebrando esteriótipos.

Conhece outras mulheres indígenas que fazem diferença? Apresenta pra gente!

Créditos foto de capa: http://matilda.my/

2 COMENTÁRIOS

  1. A Viviane Juruna, que vive em São Paulo, mãe, curandeira, cuidadora, fazendo os corres da vida e tentando ensinar um pouco sobre descolonização para quem a segue.

  2. As fabulosas Ricarda Wapichana, mãe, pedagoga, técnica en nutrição e microscopista, a kujan Dirce Jorge e sua filha Susilene Kaingang que além de mães e artesãs atuam na TI e museu Indígena Índia Vanuire.

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